Por aqui, a companhia conta com 13.000 funcionários e opera 1,2 milhões de metros quadrados de centros de distribuição e processa 130.000 pacotes por dia

Centro de distribuição da DHL empresa de transporte e logística (DHL Supply Chain/Divulgação)

A pandemia e a consequente alta do comércio eletrônico e a greve dos Correios abriram uma brecha enorme para empresas de transporte e logística ganharem mercado. Um exemplo é a DHL Supply Chain, empresa alemã que processa mais de 130.000 pacotes por dia no Brasil.

A DHL está no país desde 1978 e faz parte do Grupo DPDHL, grupo alemão com faturamento de 56,6 bilhões de euros que também controla os correios na Alemanha, a Deutsche Post. Em 2016, a DHL Supply Chain teve faturamento de 13,9 bilhões de euros e estava presente em mais de 55 países, com 1.400 centros de distribuição e escritórios ocupando uma área de 11,7 milhões de metros quadrados. 

Por aqui, a companhia conta com 13.000 funcionários e opera 1,2 milhões de metros quadrados de centros de distribuição e de transbordo, ou crossdocking. A frota tem cerca de 500 caminhões. Especificamente para o comércio eletrônico são 193 mil metros quadrados.

Com o fechamento das lojas físicas, shopping centers, restaurantes e até concessionárias no início da pandemia, a demanda logística desses negócios despencou. Como muitas outras companhias no mundo todo, a empresa de transporte e logística se voltou para as vendas no comércio eletrônico. “Tivemos uma queda importante de volume nos primeiros meses. Decidimos impulsionar a modalidade expressa, para trajetos de até 1.000 quilômetros”, diz Maurício Barros, presidente da DHL no Brasil.

Com essa modalidade, o objetivo é oferecer para os varejistas uma alternativa mais barata que o transporte aéreo e mais rápida que as viagens rodoviárias tradicionais. Como comparação, essa distância é superior ao trajeto entre São Paulo e Vitória, no Espírito Santo. Para conseguir vencer esses trechos o mais rápido possível, os caminhões rodam com dois motoristas. A DHL também acaba de abrir um centro logístico próximo a Guarulhos, para entrar no mercado de entrega por malha aérea.

No comércio eletrônico, a empresa atua tanto com empresas virtuais puras quanto com aquelas que operam em múltiplos canais. Para dar conta da demanda, a empresa ampliou em 50% a frota de veículos para operações locais. Entre eles, há 21 carros elétricos entre vans e pequenos veículos de carga.

Ao oferecer essa solução completa – com centros de distribuição e de transbordo, frota rodoviária e veículos menores para centros urbanos – a companhia conseguiu conquistar clientes que de uma hora para outra se viram obrigados a vender pela internet. “Muitos clientes não tinham, antes da pandemia, processos e sistemas adequados para lidar com o comércio eletrônico, que não era prioridade para seus negócios”, afirma Ana Blanco, vice-presidente de operações na DHL. 

A empresa espera que a participação do comércio eletrônico e das vendas multicanal no total das receitas mais que dobre até o final do ano. Atualmente, 12% da equipe e 33% dos novos negócios nas divisões de varejo e consumo são dedicados às vendas virtuais. 

Mais agilidade nas compras virtuais
Sair de uma operação para lojas e estabelecimentos físicos para entrega de compras de e-commerce não é assim tão simples. Uma loja, hospital ou restaurante pode agendar suas entregas para algumas vezes por semana e recebe grandes caixas do mesmo produto. Já para as compras virtuais, há centenas de vendedores entregando pacotes com poucos itens diretamente na casa dos consumidores. “O nível de exigência com a qualidade do serviço é muito mais alto”, diz Blanco. 

Para dar ainda mais agilidade à operação, a empresa quer que os motoristas passem cada vez menos tempo nos centros de distribuição. Ela desenvolveu, em parceria com uma startup, uma nova câmera para medição de temperatura dos colaboradores para garantir a segurança. Essa câmera também faz a identificação facial dos motoristas. 

Além disso, com uma ferramenta de gestão de pátio e e um aplicativo para o celular é possível saber que motoristas estão no pátio e qual é a carga que cada um deve levar. Essa automatização economiza até seis horas no processo de entrega, além de reduzir o risco de contaminação pelo coronavírus do motorista que ficaria esperando sua carga. 

Fonte: exame

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